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Para quem não se lembra, a Daslu é aquela empresa que se diz chique, onde a empresária Eliana Tranchesi foi presa pela PolÃcia Federal por suspeita de estar envolvida em um esquema de sonegação fiscal. Isso ocorreu em julho de 2005. Apesar disso, a Daslu continua em pleno funcionamento, sendo considerada uma das lojas mais caras e exclusivas do Brasil.
Em uma curiosa e sacana homenagem a Daslu, por volta de novembro de 2005, surge a Daspu, uma empresa formada por prostitutas, que lançou sua própria grife através da ONG Davida. Quem se interessar em conhecer ou comprar peças produzidas com o trabalho honesto dessas mulheres, clique aqui e visite sua Putique.
A propósito, para quem não sabe, a Daslu tem esse nome porque pertence a duas Lúcias. E a Daspu, porque pertence as pu***. Bem, vocês entenderam…
Bem, o texto abaixo foi postado originalmente no blog Melhores da Web, que o recebeu por email de alguém que o leu em algum lugar, em outubro do ano passado e é uma sátira ao mundo dos ricos e poderos da Daslu. Confiram.
Já que estava em São Paulo, por quê não ir ?
Ainda mais depois que me disseram que lá não existe nenhuma peça que custe menos de três dÃgitos, resolvi dar uma de São Tomé e ver para crer. A entrada já foi um problema. O segurança perguntou pelo meu carro - ou motorista. Quem já foi sabe muito bem: Na Daslu - acreditem - não se entra a pé, somente motorizado.
Fingi que não era comigo e entrei.
Fui recepcionado por uma loira escultural com sorriso de anúncio de dentifrÃcio, uma sósia escrita e escarrada da Ana Hickman - com direito a 1m30 de pernas, chapinha no cabelo, olho azul e muito mais.
“Where are you from?”.
“Paraná-Ponta Grossa”.
“I beg your pardon!”
Tava na cara que eu não era paulistano. Mas daà a me confundir com gringo, já é demais. Eu lá tenho cara de estrangeiro! Como um cão sabujo, onde eu ia, ela ia atrás. Dos milhares de itens que admirei boquiaberto, um em particular me encantou. Uma bolsa tiracolo Prada pra lá de maneira que imaginei que coubesse no meu orçamento. Ressabiado, indaguei o preço.
“Nove, apenas nove. E o senhor pode dividir de três vezes no cartão”.
“Nove o quê?”
“Nove mil…”
“Porra!”
A pequena ficou tão assustada com minha reação que cheguei a pensar que fosse chamar os seguranças. Mas não. Acho que ela sacou que daquele mato não sairia cachorro, no máximo um carrapato. Fechou a cara, deu meia-volta e sumiu. Já que estava na chuva, resolvi me molhar. Entrei num salão onde só tinha Armani. Como já estava enturmado, perguntei o preço de um “vestidinho” de festa. Adivinhem? 100.000 pilas. Tu és doido! Uma estola de zibelina? 60.000. Fico imaginando quantos bichinhos foram sacrificados para esquentar o lombo de uma madame. Um blaser Ermenegildo Zegna (isso lá é nome de grife?), 13.000. Um óculos Gucci, 4.500. Uma cuequinha básica do Valentino, 260. Com direito a ouvir essa pérola do vendedor:
“Leve logo meia dúzia, tá na promoção!”. Imaginem quanto ela custava antes. Na adega climatizada não foi diferente. Um Romaneé-Conti, safra 2000 - aquele do Lula - estava por módicos 8.000 reais. Uma garrafa de Johnnie Walker Blue, envelhecida 80 anos - uma das raras existentes no planeta, 55.000.
Fiz as contas e verifiquei que no final saà no lucro. “Charlei”, vi gente famosa, coisas bonitas, tomei mineral Badoit, capuccino, Prosecco, champanhe Taittinger, fartei-me de canapés, fois gras, blinis com caviar (não era Beluga). Sou duro, mas sei o que é bom. Até confit de canard tracei. De quebra, profiteroles e apetitosos bombons trufados. As horas passaram voando. Minha acompanhante finalmente apareceu e perguntou:
“Vamos almoçar?”
“Almoço? Estou almoçado e jantado!”
Depois de conhecer quase tudo descobri que a Daslu é uma espécie de zoológico sem grades. Só que os bichos somos nós. Eu e você. Acabado, me esparramei num confortável sofá. Enquanto esperava o resto da turma chegar, abri um livro e relaxei. Mal virei a segunda página, dois novos ricos falando alto, com mais sacolas do que mãos, sentaram ao meu lado esnobando:
“Amanhã vamos para o nosso haras em Catanduva. O réveillon será no Guarujá”.
Me deu uma raiva…
Peguei meu celular e resolvi mentir um pouco:
“Fulano, não encontrei nenhum ‘Summer’ para o réveillon. Abastece o jatinho. Partimos amanhã cedo para Paris. Essa Daslu tá um lixo!”
Brinde para nossos visitantes: O desfile de Nana Gouvêa para a Daspu!
Clique aqui para assistir ao vÃdeo
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