Ranking: #428
Evolução no Ranking:
0
Categoria: Educação
http://ceticismo.net
http://feedproxy.google.com/Ceticismonet
Este é um mimo de notÃcia, trazido até nós pela amiga Gabrielle: Vereadores do municÃpio de Carazinho, no norte do Rio Grande do Sul (favor não fazerem piadas, como a dos 3 punhais) estão envolvidos numa polêmica bÃblica. Isso porque há uma ridÃcula obrigatoriedade de leitura de trechos bÃblicos no inÃcio de cada sessão, no modo rodÃzio de pizza, ou seja, cada inÃcio de sessão deve ter um trecho lido por um vereador diferente. Exatamente o que você está pensando: Se o vereador é judeu, muçulmano, arreia despacho, pratica zen-budismo oiu é encrenqueiro que nem eu, pouico importa. É OBRIGATÓRIO!
nos próximos dias deve ser votado sobre a continuidade a palhaçada que chamam de ritual. Tudo por causa de quê? Por causa de um padre que há 40 anos (!) teve a ideia de jerico de que se lêssem passagens bÃblicas. Só não estipulou quais (imagino que vocês saibam no que isso vai dar). O padre João Gheno Netto, atualmente com 80 anos, foi o “gênio” por trás disso. Há cerca de uma década, a prática foi incluÃda no regimento da Câmara Municipal. Como podem imaginar, a santa de pretinho básico ficou possessa com a recusa de alguns vereadores em ler aquele besteirol. Eu não sei porque. Eu até me ofereceria. Claro que escolheria algo como LevÃtico cap. 1, por exemplo; ou, então, Cântico dos Cânticos (piada pronta).
Segundo o jornal Zero Hora, a discussão foi levantada pelo próprio presidente da casa, Gilnei Jarré (PSDB). Ele conta que, desde o ano passado, há resistência de alguns colegas em cumprir o ritual. O presidente recorda que, por diversas vezes, era sempre o mesmo colega que lia o trecho, contrariando o rodÃzio de vereadores previsto no regimento, e se tá no regimento, todos têm que ler.
Em contrapartida, o promotor Cristiano Ledur, do Ministério Público Estadual, em Carazinho, diz na lata que o regimento da Câmara desrespeita a Constituição, pois o paÃs é laico, ou esja, Igreja (qualquer que seja) e Estado TÊM que ser separados. Ademais, eu, se votasse lá, ficaria indignado com o meu candidato rezando ao invés de trabalhar, coisa pelo qual ele é pago e foi eleito. mas os toscos religiosos acham que têm que ficar rezando, de modo que Deus venha interceder, coisa que sabemos não acontece e o pessoal de Angra dos Reis sabe muito bem disso. Os que sobreviveram até podem alegar que foi obra divina e Jesus é amor. Mas e os que morreram, hein?
PolÃticos e religião. Duas categorias com moralidade mais que duvidosa…
Artigos recentes deste blog