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Dinossauros foram os dominantes supremos da Terra, há alguns milhões de anos. Sua presença afetou o processo evolutivo de outras espécies, já que aqueles seres que não estavam adaptados para fugir dos grandões, acabavam virando banquete. Em contraposição, com o sumiço dos dinos, quase todas as espécies de animais tiveram uma nova linha evolutiva que pudessem seguir. Dessa forma, aves como a ema e o avestruz dispunham de maior quantidade de alimento, acabaram tornando-se mais gordos e não tinham mais necessidade de voar, segundo pesquisadores australianos.
Ao contrário do que se pode pensar, as emas e avestruzes não decidiram, simplesmente, parar de voar. Os que nasceram sem a capaciodade de voar, mas ainda sim conseguiam sobreviver no ambiente, sobreviveram. Isso não foi de uma hora pra outra, e sim levando alguns milhões de anos.
A abundância de alimentos e a virtual ausência de predadores na sequência da extinção KT (há cerca de 65 milhões anos) propiciou que aves aladas engordassem de sobremaneira que ficou inviável para elas voarem. Na mesma medida, alguns camaradas se entopem tanto de batata frita e outras gulodices, que mal saem da frente da TV.
Um estudo molecular feito por pesquisadores da Universidade Nacional da Austrália, chefiados pelo Dr. Matthew Phillips, revelou que o avestruz africano (Struthio camelus), a ema sul-americana (Rhea americana), emu africano (Dromaius novaehollandiae) e a moa neozelandesa (Dinornis novaezealandiae, agora extinta) tornaram-se incapazes de voar, independentemente, após o desaparecimento dos dinossauros. Este é mais um exemplo de convergência, onde espécies diferentes passam por processos evolutivos similares
Dr. Matthew Phillips disse que a descoberta, que veio depois de um estudo do DNA mitocondrial das aves, foi surpreendente. Anteriormente acreditava-se que eles eram descendentes de ancestrais não-voadores. Segundo o pesquisador, cientistas achavam que muitas das maiores aves do mundo - os struthioniformes, conhecidos como ratitas - possuÃam um ancestral não-voador. Mas o estudo, publicado na revista Systematic Biology demonstrou que estas aves descendem de um ancestral que podia voar. Dessa forma, a teoria levantada é que essas aves perderam a capacidade de voo ao longo dos séculos, tendo o fator alimentação como sendo o principal motivo para isso.
Ainda segundo o pesquisador, a extinção dos dinossauros provavelmente determinou que a pressão evolutiva para que aves aladas tivessem maior capacidade de sobreviência também tenha sido eliminada. Com isso, sobrou mais comida e os ancestrais dos avestruzes etc se empanturraram até não poder mais.
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