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Ontem à noite, conversando com o Marcus no Skype, ele relembrou sua teoria de que a culpa pela boiolagem congênita que cresce nos últimos tempos tem sua origem nos filmes com cachorros falantes na Sessão da Tarde.
Havia uma época em que Sessão da Tarde era sinônimo de sangue jorrando, nudez e sexo. Isso produziu uma geração de pessoas que não acreditam em conceitos bizarros como politicamente correto ou ética.
Passei boa parte da noite passada e da tarde de hoje fazendo um levantamento desses filmes e aà está a primeira parte da lista.
Alguns eu acho que não foram exibidos pela rede Globo, mas se encaixam perfeitamente no conceito.
Cena imperdÃvel:
Os policiais em um bar gay dançando com bigodudos em roupas de couro, ao som de “paparapapapáááá”.
Ou “como as escolas americanas têm alunos de 25 anos cursando o ensino médio”.
Se algum dia você matar alguém e não quiser que ninguém descubra e estrague seu final-de-semana, já sabe:
Basta colocar óculos escuros no sujeito que ninguém vai desconfiar de nada.

Talvez o único musical já produzido para quem não gosta de musicais. A trama é recheada com blues de primeira qualidade em cenas perfeitamente integradas ao roteiro.
Cena imperdÃvel:
Na verdade são várias, mas principalmente:
O show em um bar country, onde a banda toca atrás de uma tela e a platéia arremessa dezenas de garrafas de cerveja quando não gosta da música e centenas quando gosta.
Tem a maior perseguição de carros já filmada, tanto em tempo de duração quanto em número de veÃculos.
Hilária também a maneira como os dois mantém uma cara de paisagem enquanto prédios desabam em cima deles após explosões.
A escola brasileira de criação de tÃtulos estúpidos não se deu conta de que K9 só faz sentido em inglês, se é que se deu conta de alguma coisa (k9 lê-se canine (queinaine), caso você não saiba, canine, canino, cachorro, duh!)

Kelly LeBrock (não confundir com Kelly Brook) no auge da forma, com seus lábios carnudos e de calcinha, em plena sessão da tarde. E você pensa que é feliz.

Da série “eu já vi peitos na Sessão da Tarde”.
Esse é o filme citado pelo aficionado em filmes de terror em Pânico, quando menciona que Jamie Lee Curtis só apareceu nua muito depois de abandonar os filmes de terror.
Um dos filmes menos conhecidos dessa época, é uma pérola que vale a pena correr atrás.
Um sujeito esquisito herda um canal de TV falido, onde são exibidos programas bizarros como o do cara que ensina poodles a voar, arremessando-os pela janela do prédio.
Tem de tudo, desde perseguições alucinadas até cenas de sado-masoquismo, todas hilárias.
Ou, como invadir o computador do Pentágono com um PC 286 rodando DOS.

Provavelmente um dos melhores filmes da Sessão da Tarde. Só os dois malucos com fixação no filme “O Massacre da Serra Elétrica” já seria motivo o suficiente para assistir. Curiosidade: Kirstie Alley magra e gostosa.

Provavelmente um dos melhores filmes da Sessão da Tarde [X 2]. Esse você só não lembra se estiver morto. Ferris Bueller matando aula em companhia da namorada e do melhor amigo (que depois faria o assistente do prefeito tarado por pornografia em Spin City).
Jack Bauer como um vampiro usando mullet, veja você.

Não confundir com A Fortaleza, aquele filme tosco com o Christopher Lambert. Esse aqui é um filme australiano.
Uma professora de escola praticamente rural e pequena tem seus alunos seqüestrados junto com ela. No final, você descobre que tanto ela quanto os alunos são mais “bad ass” do que o Chuck Norris.
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